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Toda semana, de terça a sexta.

Caixa, sócios e sucessão, nas empresas de quem assina. Os mesmos posts do LinkedIn, completos, com a imagem ou o carrossel, e a versão em inglês.

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17/08/2026

Você já ouviu essa frase em toda reunião de balanço desde 2023: o mercado mudou

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Você já ouviu essa frase em toda reunião de balanço desde 2023: o mercado mudou.

O mercado não quebra empresa. Ele revela quem nunca decidiu onde ganha dinheiro.

Eu atendia 18 estados com um único centro de distribuição, em Indaiatuba. Era a decisão mais criticada da minha operação: prazo maior, frete pior, cliente distante reclamando do tempo de entrega. Aceitei esse custo por anos.

Aí o preço do módulo caiu e o estoque perdeu um terço do valor em três meses.

Quem tinha centro em cada região não tinha o mesmo estoque espalhado. Tinha mais estoque. Onde o inventário dorme é decisão de Business Strategy, e cobra em margem muito antes de cobrar em serviço.

Ninguém chamava aquilo de aposta. Chamavam de proximidade do cliente.

Capilaridade não é estratégia de distribuição. É posição comprada em preço, assinada sem que ninguém lesse o contrato.

A conta não aparece na operação. Aparece no caixa, três meses depois, quando o produto comprado para ficar perto do cliente vale menos que a dívida que o financiou, e a única venda capaz de girá-lo é a que destrói a margem do ano.

O mercado não quebrou essas empresas. Liquidou uma posição que elas mantinham aberta havia anos. A sua só fecha quando você decidir fechar.

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14/08/2026

Na sua empresa, olhar para fora não é cargo de ninguém. É o que sobra da agenda

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Na sua empresa, olhar para fora não é cargo de ninguém. É o que sobra da agenda.

Em janeiro de 2023 o preço do Wp começou a cair. Até o fim do trimestre estava perto de um terço do praticado antes. Quem tinha comprado volume no trimestre anterior ficou com estoque caro e com a certeza de que o concorrente receberia mercadoria mais barata antes dele.

Travei as compras de volume e passei a comprar o mínimo. Perdi desconto de escala e assumi risco de ruptura. Deu certo, e é justamente por isso que não dá para provar: prejuízo evitado não aparece em lugar nenhum.

Não decidi olhando o mês. Decidi olhando os meses anteriores. Em energia o mercado avisa antes, e avisa baixo.

O problema não é falta de informação.

Ler o mercado precisa ser cargo de alguém. Enquanto for tarefa que o dono faz nas brechas, entre operação e caixa, Business Strategy vira improviso.

O que isso cobra, quando ninguém tem essa função declarada:

• o caixa financia estoque comprado no preço da fase anterior
• a margem some sem que ninguém aponte onde
• no médio prazo a empresa reage ao concorrente, não ao mercado

Enquanto isso não for função de alguém, com nome e horário, a empresa descobre a mudança de fase pela nota fiscal do concorrente. Quem olha para o mercado por você hoje?

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10/08/2026

Tem uma planilha na sua empresa que sabe mais que o seu sistema. Todo mundo sabe de quem ela é

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Tem uma planilha na sua empresa que sabe mais que o seu sistema. Todo mundo sabe de quem ela é.

Ninguém mantém a pessoa errada por afeto. Mantém porque ela foi decisiva na fase anterior e ninguém quer ser quem fecha essa conta.

Em 2022 eu troquei três pessoas na operação de energia. Uma ocupava cargo de confiança e rodava a área em planilha, não no ERP. Não era incompetência: era o método que funcionou quando a empresa era menor e que ninguém pediu para ele largar. A informação existia, mas só existia quando a pessoa estava disponível. Eu sabia disso antes de agir. Segurei seis meses depois de saber, e não tenho defesa boa para esses seis meses.

O problema nunca foi a planilha.

Lealdade não é virtude na decisão sobre pessoas. Cargo de confiança é a licença que a estrutura dá para alguém não ser cobrado como os outros.

Quando a informação mora numa pessoa, o caixa passa a depender da agenda dela. A empresa perde a capacidade de auditar a própria operação e chama isso de agilidade. Corporate Governance chega tarde nesses casos, e chega caro: a conta aparece na hora de captar, vender ou dividir.

A cadeira vai ser trocada de um jeito ou de outro.

Quanto mais tarde, menos legado sobra para comemorar.

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10/08/2026

5000 seguidores não me deixam mais certo sobre nada

5000 seguidores não me deixam mais certo sobre nada.

Quando comecei a publicar aqui, a régua era uma só: só escrevo o que eu diria dentro de uma sala de conselho, com o dono presente, o número na mesa e ninguém para me proteger. Essa régua não afrouxa porque a base cresceu. Ela aperta. Cada texto que subiu nos últimos meses saiu de uma reunião real, de uma decisão que ficou parada tempo demais, de uma conta que alguém acabou pagando sem ter escolhido pagar.

Audiência não aumenta a chance de estar certo. Aumenta o preço de estar errado.

O compromisso segue igual, com uma exigência a mais: nada de conselho genérico, nada de tese sem cena, nada de suavizar o que trava empresa familiar de verdade. Quem me lê decide coisas caras. Em corporate governance, frase que agrada cobra o preço depois, quando a decisão já não cabe mais.

Obrigado a quem lê. E obrigado, principalmente, a quem discorda no comentário e assina embaixo.

O número não muda o que eu escrevo. Muda o que eu não posso mais deixar passar.

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07/08/2026

"Se eu sou tão incompetente assim, olha aí o tamanho da minha incompetência"

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"Se eu sou tão incompetente assim, olha aí o tamanho da minha incompetência."

O dono da distribuidora dizia isso apontando para duzentos mil pneus em estoque. Era o jeito educado de mandar calar a boca.

Depois ouvi a mesma frase em outras empresas. Um dono de granja mandava vender as cinquenta fazendas inúteis dele.

Anos depois vi como essas histórias terminaram. O da granja montou a sucessão inteira e não participou de nenhuma etapa. Outro contratou um conselheiro externo, disse que resolvessem, que ficaria na cadeira dele, e viajou para a Europa.

Nenhum dos dois se recusou a fazer sucessão. Os dois pagaram por ela. Os dois saíram da sala.

É a leitura que eu faço em toda mesa desde então: quando o patrimônio vira resposta para qualquer questionamento, o dono deixa de ser avaliado dentro da própria empresa. E quem não é avaliado não transfere comando.

Terceirizar a sucessão é a forma mais cara de não decidi-la. A Corporate Governance no papel não vira autoridade real: o sucessor recebe cargo sem mandato e o time continua consultando o fundador. Aí não é sucessão, é inventário, e o custo aparece no controle acionário.

O estoque que prova a competência de ontem é o mesmo que impede a decisão de hoje.

Se o dono não estiver na sala, alguém decide por ele. O banco, o comprador ou o inventário.

Se você não lembra da última vez que mudou de ideia dentro da própria empresa, a data da sua sucessão já existe. Só não foi você quem marcou.

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06/08/2026

Bom post. Falta a variável que decide

Comentário sobre o post de Tiago Henrique a respeito da ENEOS, maior refinaria do Japão, que montou em Yokohama uma planta capaz de produzir combustível líquido a partir de água e CO₂, e depois pausou o projeto pelo custo do hidrogênio limpo.

Bom post. Falta a variável que decide.

A planta de Yokohama produz cerca de um barril por dia. 159 litros. O plano era 300 barris/dia em 2028 e 10.000 em 2040. A ENEOS não construiu a planta piloto e comunicou o encerramento do projeto dentro do fundo GI em março de 2027.

Fischer-Tropsch é de 1925. A Alemanha rodou guerra com isso. A África do Sul rodou embargo com isso. Ninguém precisava provar que hidrogênio e carbono viram hidrocarboneto líquido. O que a ENEOS testou foi a cadeia integrada: captura direta de ar, eletrólise com energia limpa, síntese FT, refino. Engenharia de integração. Não descoberta.

Passei mais de 25 anos em operação. Comecei na ponta da cadeia de combustível, no varejo automotivo, e migrei para energia por decisão, não por acaso. Montei operação em 18 estados. Hoje sou Diretor da Linus Green Energy, que gera energia, e a conta que a ENEOS fez é a mesma que faço aqui toda semana.

Aqui o insumo é hidrogênio verde. Enquanto custar o que custa, e-fuel não compete com nada. Não é questão de tempo. É questão de curva.

E antes que alguém ache que isso é problema japonês: no Brasil a gente parou de crescer pela mesma natureza de conta. Não por falta de sol, não por falta de demanda, não por falta de tecnologia. Por custo de fio e encargos de transmissão que o país empilhou em cima da geração. O projeto continua funcionando. Só deixou de fechar.

Segurei expansão porque a linha não fecha. Quando essa conta reequilibrar, retomo no dia seguinte. Tenho a operação pronta esperando o número, não esperando a tecnologia.

Já vi conselho aprovar projeto porque funciona. Funcionar é o piso. A pergunta é a que preço, com que CAPEX, em qual horizonte, e quem banca o intervalo. A ENEOS fez essa conta e mudou de direção antes de queimar a piloto. Isso é disciplina, não recuo.

Quem não olhou para essa linha cresceu bonito por dois anos e hoje está pedindo ajuda para não fechar.

Custo não cai sozinho com o tempo. Cai porque alguém decide bancar escala antes de existir retorno. A ENEOS olhou o próprio balanço e disse não. Tem gente aqui que olhou o próprio balanço e não disse nada.

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03/08/2026

Sucessão não começa em quem vai assumir a cadeira

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Você já viu um plano de sucessão perfeito no papel não sobreviver à sala do dono.

Quando o dono diz que o sucessor não está pronto, ele está descrevendo a si mesmo.

2007, distribuidora de pneus. O dono adoeceu e os médicos trataram o caso como terminal. Semanas depois o diagnóstico caiu por terra. Recuperado, ele foi convencido a contratar uma consultoria de sucessão.

A consultoria executou a cartilha sem errar uma linha. Mapeou a família, definiu o sucessor, distribuiu as áreas entre os filhos e reservou a ele a presidência do conselho.

Nenhum desenho de Corporate Governance sobrevive à ausência de quem ainda assina as decisões: o organograma muda, o poder fica onde sempre esteve.

Apresentaram a aposentadoria dele pronta, em slide. Ninguém tinha sentado com ele antes.

Ele pagou todos os meses de contrato que faltavam, sem pedir desconto, e deu cinco minutos para saírem da sala.

Sucessão não começa em quem vai assumir a cadeira. Começa em quem vai deixá-la.

• Plano fechado sem o dono trava na primeira decisão que contraria a vontade dele.
• Sucessor com cargo e sem mandato ensina o time a continuar perguntando ao pai.
• A conta é paga inteira, o contrato encerra em meses e o comando permanece onde sempre esteve.

O dono pode estar pagando pelo processo sem estar de acordo com ele.

Enquanto a conversa não começar por ele, a sucessão continua sendo decidida. Só que pela doença, pelo calendário ou pelo inventário.

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31/07/2026

A sala onde todo mundo concorda e nada é decidido

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Você já esteve na sala onde todo mundo concorda e nada é decidido.

Numa operação de pneus, eu segurava o leme com vários donos na mesa. Cada um tinha uma opinião diferente. O único ponto em comum era que ninguém queria brigar.

Então a posição nunca fechava. Ficava aberta até o prazo chegar.

E quando chegava, eu decidia com o que tinha na mão. Nunca com o que precisava ter.

Aquilo não era falta de informação. Empresa com muitos donos e sem foro de decisão tem Corporate Governance no organograma, não na prática, e o preço sai do caixa em forma de decisão tardia.

Harmonia entre sócios não é sinal de saúde. É o ativo mais caro que uma empresa carrega quando substitui deliberação.

• Decisão em cima da hora não escolhe a melhor opção. Escolhe a que ainda está disponível.
• O prazo externo passa a definir a agenda, e prazo externo não negocia preço.
• Quem evita o atrito hoje transfere o custo para o caixa de amanhã, e ninguém assina esse repasse.

O que a sala chama de consenso aparece três meses depois, no preço que você aceitou por falta de alternativa.

Olhe a próxima decisão da sua mesa e responda duas coisas: quem assina e o que acontece se ele errar. Sem nome e sem consequência, não existe dono. Existe prazo.

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29/07/2026

A maior parte das empresas não está atrasada em IA. Está atrasada em fazer a conta

A maior parte das empresas não está atrasada em IA. Está atrasada em fazer a conta.

Na sede da Oracle, no PodTecno Canal YouTube, Weligton Pinto colocou a conta na mesa: a IA exige capital alto, o retorno demora anos, e a tecnologia se troca a cada dois.

Não é discussão de tecnologia. É aritmética.

De 2016 em diante, passei a usar datacenter nas empresas. E já paguei para aprender essa conta. Contratei nuvem no modelo de pagar pelo uso. Parecia o mais prudente, você paga só o que gasta. Só que a conta variava com o dólar, com o volume, com tudo que eu não controlava. Todo mês era uma surpresa.

Depois contratei um servidor dez vezes maior que a minha necessidade, em contrato longo. O custo anual ficou menor que o do modelo flexível. E ainda sobrou capacidade.

A empresa menor quase sempre escolhe o modelo variável, porque parece barato no primeiro mês. É o mais caro no ano.

Decisão de tecnologia é decisão financeira. Quem trata como assunto de TI não decide, só assina.

Episódio no ar no PodTecno.

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24/07/2026

Vivi os dois lados dessa mesa

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Vivi os dois lados dessa mesa. Fui o filho que pediu espaço. Hoje sou o terceiro que senta no meio.

E o que aprendi observando famílias empresárias é desconfortável: a briga pela divisão de poder quase nunca nasce do ego. Nasce de algo pior, porque é invisível: falta um tradutor.

O filho não quer o lugar do pai. O pai não quer perder o que criou. Os dois querem coisas compatíveis e brigam mesmo assim, porque falam línguas diferentes: um fala de futuro, o outro fala de história.

Sem essa ponte, a estrutura que falta é sempre a mesma:

• Ninguém define o que está sendo negociado: poder ou autonomia. Sem isso, todo pedido soa como ameaça.
• Ninguém separa a pauta da empresa da pauta da família. A mágoa entra na reunião com direito a voto.
• Ninguém registra o que foi combinado. E o combinado que não existe é renegociado a cada domingo.

Um conselho bem montado, ou um advisor que conhece essa dinâmica, não decide pela família. Leva cada um até o ponto que precisa e não sabe chegar sozinho.

O custo de adiar essa conversa não aparece na DRE. Aparece no médio prazo: na decisão travada, no talento da família que vai embora, no negócio que fica menor que o sobrenome.

Se essa conversa está adiada na sua empresa, o custo já começou. A ponte se constrói antes da próxima reunião, não depois da próxima briga. Me chama.

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22/07/2026

A briga não começou com um grito. Começou com um pedido educado

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A briga não começou com um grito. Começou com um pedido educado.

Já sentei nessa sala mais de uma vez. De um lado, o fundador: o homem que construiu tudo do zero, que atravessou noites sem dormir, que carrega a empresa como quem carrega um filho mais velho. Do outro, o filho de verdade, pedindo espaço.

E a resposta é quase sempre a mesma: "ele não está pronto. Ele não sabe o que eu passei para chegar aqui."

O que vi de perto é mais delicado do que parece. O apego do fundador não é ego. É história. Soltar aquilo que nasceu de um sonho dele é diferente de delegar uma tarefa.

Mas é aqui que o vazio nasce. O pai não consegue explicar por que não entrega a autoridade. O filho só sente que foi deixado de lado. E a verdade nua e crua: um não sabe dizer, o outro só sabe sentir.

A briga que explode meses depois não é sobre cargo. É sobre essa conversa que nunca aconteceu.

Na sala em que estive, o rumo mudou quando o pai disse a primeira frase honesta: "eu não sei viver sem isso aqui." O filho não queria a cadeira dele. Queria ouvir isso.

O espaço que o filho pede cabe na empresa. O que não cabe é o silêncio.

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20/07/2026

Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada

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Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada.

Cresci numa família empresária. Conheço o ritual: quem fala mais alto, quem argumenta mais bonito, quem se cala esperando a próxima rodada. Em casa, isso é convivência. Tem vencedor, tem perdedor, e o almoço continua.

O problema começa quando essa mesa entra na sala de reunião.

Ali, no momento em que aparece um vencedor entre irmãos, o negócio já saiu de cena. A disputa deixou de ser sobre a empresa: virou sobre quem tem o direito de falar primeiro. O ego assumiu a cadeira da presidência.

E quando o ego preside, só existe um perdedor. Não é o irmão. É a empresa.

• A decisão que importava é adiada para preservar o orgulho de quem perdeu.
• Quem se calou cobra o silêncio depois, no pior momento do caixa.
• O mesmo conflito volta em seis meses, maior e mais caro.

A mesa de domingo perdoa. A mesa de reunião cobra.

Vivi isso na pele. E aprendi que tem jeito: essa semana escrevo sobre como transformar disputa em diálogo dentro da empresa familiar.

Na empresa que precisa de vencedor, a família já começou a perder.

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