Seu conselho tem voto para crescer. Não tem voto para encolher











Seu conselho tem voto para crescer. Não tem voto para encolher.
Toda pauta de crescimento tem rito. Retração não tem, e acontece sem ata.
Tomei uma decisão dessas em 2024. Não digo em que empresa.
O mecanismo se repete. A mesa aprova o crescimento por unanimidade. Depois vem o sinal contrário: inadimplência subindo, caixa esticado, dívida vencendo antes da receita entrar. Ninguém propõe encolher, porque é assinar embaixo de um número menor num país que só sabe perguntar quanto vai crescer. Aí alguém age. Se der certo, o resultado é do conselho. Se der errado, o nome é de quem agiu.
A mesa não rejeitou a retração. Ela nunca teve onde votar isso.
Mesa que só delibera crescimento entrega a decisão mais cara da empresa para uma pessoa só.
Agir sozinho manteve a empresa viva e não corrigiu nada. O rito continuou sem existir, e o próximo que enxergar antes faz a mesma conta que eu fiz: propor custa o nome, agir custa o nome, calar não custa nada.
Retração nunca entra em pauta sozinha. Entra quando o caixa obriga, e aí ninguém escolhe o tamanho.
Na próxima reunião, pergunte qual gatilho obriga a mesa a discutir encolher. Sem resposta, a decisão está delegada a quem agir sozinho, e a fatura vai no nome dele.











































































































