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Toda semana, de terça a sexta.

Caixa, sócios e sucessão, nas empresas de quem assina. Os mesmos posts do LinkedIn, completos, com a imagem ou o carrossel, e a versão em inglês.

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24/04/2026

O fundador tinha 72 anos e um sucessor anunciado há 15

O fundador tinha 72 anos e um sucessor anunciado há 15.

Organograma impecável. Comunicação interna alinhada. Family office apresentando o plano de transição em todo evento da empresa.

E nada tinha sido decidido.

Toda decisão crítica ainda passava pelo fundador, por fora do CEO oficial. O mercado percebeu antes do conselho. Os executivos sêniores começaram a negociar lealdade com dois centros de poder ao mesmo tempo.

Quando o fundador foi diagnosticado, a sucessão aconteceu em quatro semanas. Sem planejamento tributário revisitado. Sem acordo de sócios atualizado. Sem alinhamento dos executivos-chave que já haviam escolhido lado.

A sucessão não falhou no anúncio. Falhou no primeiro momento em que o sucessor decidiu, e o fundador desfez.

• Valuation caiu 22% em dois trimestres após a transição forçada
• Três executivos-chave saíram em seis meses, levando continuidade operacional
• O acordo de sócios assinado no velório custou oito anos de inventário

Não existe sucessão adiada. Existe sucessão transferida, para o evento que não vai perguntar.

A pergunta nunca foi se o fundador ia decidir. Era se ele ia decidir antes do evento que já estava a caminho.

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18/04/2026

Uma das maiores riquezas da vida é quando as suas referências viram amigos

José Salibi Neto foi cofundador da HSM, que trouxe ao Brasil os grandes eventos de gestão com nomes como Peter Drucker e Jack Welch. Fernando Seabra é professor e escreveu o livro com ele.

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Uma das maiores riquezas da vida é quando os seus referências viram amigos.

Essa semana recebi o livro de coautoria de dois professores que marcaram profundamente a minha trajetória: José Salibi Neto e Fernando Seabra.

O professor Salibi foi uma das pessoas que me ajudou a enxergar horizontes que eu ainda não sabia que existiam, pelo conhecimento que compartilhava e pelos eventos que criava com uma energia única. Difícil explicar o impacto de quem te expande antes de você saber que precisava.

O professor Fernando tem acompanhado de perto essa nova jornada que venho construindo em São Paulo, como conselheiro, advisor e executivo. Ter ele ao lado nesse processo é um dos motivos pelos quais sigo com mais convicção.

Receber o livro autografado pelos dois é algo que guardo com carinho genuíno.

Vou ler esse final de semana. A história já ouvi algumas vezes, e mesmo assim tenho certeza de que vai me surpreender de um jeito novo.

Obrigado, Salibi e Fernando. Por compartilharem o que sabem, o que viveram e o que construíram. Isso vale mais do que qualquer página.

Você também tem alguém assim na sua trajetória, aquela pessoa cuja influência mudou o rumo de tudo?

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18/04/2026

Recebi um livro hoje. E com ele, uma reflexão que já não consigo ignorar

Tiago Grandi, da STRATEGA.GLOBAL, consultoria de estratégia, lidera com o inovabra, o ecossistema de inovação do Bradesco, o Living Lab, que reúne estrategistas do país em torno de uma ideia: estratégia antes da decisão. Junior Thonon e Jerusa Garay fazem parte do projeto.

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Recebi um livro hoje. E com ele, uma reflexão que já não consigo ignorar.

Tiago Grandi, da STRATEGA.GLOBAL, lidera junto ao inovabra o projeto Living Lab, uma iniciativa que reúne grandes estrategistas do país com um propósito claro: colocar estratégia antes da decisão.
Não como teoria. Como prática real nas empresas e nas pessoas.

Junior Thonon e Jerusa Garay estão entre os que tornam esse movimento concreto, e que fizeram questão de que este livro chegasse até mim. Isso diz muito sobre quem são.

O Living Lab não é só um projeto.

É uma tentativa séria de mudar a forma como o Brasil decide.

Grato, Tiago. Grato, Júnior e Jerusa. E a todos que estão construindo isso com intenção real.

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16/04/2026

O datacenter não é o problema. O planejamento estratégico que o instala no lugar errado é

Comentário sobre o artigo publicado pela ESG Inside, de Fernando Palamone, sobre data centers e a transição energética.

O datacenter não é o problema. O planejamento estratégico que o instala no lugar errado é.

A indústria escolheu o Sudeste por proximidade com o cliente. E herdou tudo que o Sudeste já não suporta.

Energia sob pressão. Água disputada com abastecimento urbano. Custo por m2 entre os mais altos do país. Latência de última milha que a proximidade geográfica não resolve mais.

Enquanto isso, o Nordeste opera com excedente estrutural no ativo que define a viabilidade do setor na próxima década.

Nos primeiros oito meses de 2025, 17,6% da energia eólica e solar produzida no Brasil foi cortada pelo ONS. 75% por cento dessa perda está no Nordeste.

• Energia renovável sendo desperdiçada diariamente no raio exato onde o datacenter poderia consumi-la

• Fortaleza concentrando 90% do tráfego internacional do país em cabos submarinos

• Orla para dessalinização sem competir com água potável

• Terra, mão de obra e custo operacional abaixo da média nacional

O datacenter não virou vilão pela função. Virou pela localização. O Pecém já tem R$ 50 bilhões em projeto com interesse chinês. O mercado global já leu o mapa.

Quem decide primeiro, ocupa o território. E você, como está lendo o seu?

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13/04/2026

Quando o executivo identifica e silencia

Quando o executivo identifica e silencia, o custo deixa de ser operacional e vira estrutural.

O problema foi visto. O diagnóstico existe. A reunião aconteceu.

Competência não faltou. Faltou sustentar a decisão que já estava clara.

• O processo que corrói margem segue intacto porque ninguém assinou a mudança.
• O executivo desalinhado permanece porque o confronto foi trocado por contexto.
• A operação que trava o crescimento continua porque o custo ainda não apareceu no balanço.

O silêncio do executivo não é neutralidade. É escolha. O custo não foi evitado. Só foi empurrado, e já voltou maior.

Ele já não é mais risco. Já está no resultado.

Você não está acumulando risco. Está carregando uma decisão que escolheu não tomar. E isso já está no resultado.

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10/04/2026

Execução melhor não resolve. Amplifica

Execução melhor não resolve. Amplifica.

A empresa cresce. O time aumenta. Os números oscilam.

A resposta aparece imediata: precisamos executar melhor.

Não é isso.

Execução amplifica o que foi decidido, certo ou errado. Decisão fraca executada com velocidade só acelera o erro.

O padrão nas empresas travadas é sempre o mesmo:
• Decisão difusa: ninguém responde pelo movimento
• Critério ausente: cada área opera com a própria lógica
• Prioridade falsa: tudo urgente é nada decidido

O resultado não acompanha porque o problema não é esforço. É estrutura de decisão.

A virada exige quatro definições:
• Quem decide cada movimento relevante
• Qual critério governa cada decisão
• Qual é a ordem real de prioridade
• Em quanto tempo a decisão é revisada

Sem isso, você não tem gestão.

Tem esforço desorganizado operando como se fosse estratégia. E isso tem custo.

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08/04/2026

Faturar mais e lucrar menos não é crescimento. É erro sendo escalado

Faturar mais e lucrar menos não é crescimento. É erro sendo escalado.

Esse padrão se repete em empresas que já deveriam ter aprendido.

Receita subindo. Margem evaporando. Operação no limite.

A empresa abriu múltiplos canais. Um deles destruía valor.

Todos sabiam.

Ninguém decidia. Porque cortar canal afeta ego, narrativa de crescimento e as histórias que a liderança quer manter.

Quando a decisão não vem, o custo cresce invisível:
• Receita entra. Margem desaparece.
• Operação cresce. Resultado não acompanha.
• Complexidade aumenta. Clareza diminui.

A virada veio com uma decisão: menos canal, mais coerência. Margem voltou. Operação destravou. Crescimento passou a fazer sentido.

Se sua empresa fatura mais e retém menos, a pergunta não é como vender mais.

É qual canal você já sabe que deveria cortar, e ainda não decidiu.

Decisão adiada não é prudência. É custo acumulado.

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08/04/2026

Você chama de expansão. A BYD chama de domínio

Comentário sobre o anúncio da BYD Brasil de R$ 300 milhões em P&D e 3.000 novos empregos.

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Você chama de expansão. A BYD / BYD Brasil chama de domínio.

A fábrica foi posição de abertura. O segundo movimento confirma a sequência: dois polos de P&D, Brasil e China, não são geografia. São controle de adaptação, velocidade e propriedade tecnológica.

Quem define o padrão não precisa disputar mercado. Ele já é o mercado.

Parte do mercado ignorou esse movimento, e o custo dessa negligência não aparece no balanço atual. Já está na posição.

• P&D local captura margem e define padrão: quem só distribui entregou essa posição sem negociação e sem recuperação
• Inteligência territorial aplicada à cadeia de valor separa plataforma estratégica de fornecedor substituível, e essa separação já aconteceu
• A sequência é entrada, produção, desenvolvimento, domínio. Quem reconhece o padrão depois do terceiro passo já entrou em um jogo definido por outro

A pergunta não é se isso vai impactar sua empresa. É onde você já está ficando para trás, e ainda chama de estratégia.

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07/04/2026

Isso não é sobre ter gente boa

Comentário sobre o post de Guilherme Manganelli Lopes a respeito de operações que dependem de heróis.

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Isso não é sobre ter gente boa.
É sobre o risco que você decidiu aceitar.

Você já viu esse cenário: o "herói" resolve tudo, conecta o que não está documentado, sustenta o que o processo não cobre.

Não é eficiência. É risco operacional ativo, já incorporado na operação.

• Se a empresa depende de uma pessoa, a liderança decidiu não estruturar, Se o conhecimento não está documentado, alguém decidiu não priorizar continuidade
• Se a ausência vira crise, o problema não é ausência, é governança negligenciada

O herói não é o erro.
O erro é a empresa ter institucionalizado a dependência e chamado isso de cultura.

Processo não substitui talento, ele protege o resultado.

Sem isso, não existe escala. Existe risco acumulado operando disfarçado de eficiência.

Isso já está acontecendo. A única variável é quanto ainda vai custar até alguém decidir corrigir.

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06/04/2026

Crescimento não resolve desorganização, ele amplifica

Crescimento não resolve desorganização, ele amplifica.

Você vende mais. Contrata mais. Abre canal novo. E de repente a margem some, a operação trava e ninguém sabe mais quem decide o quê.

Isso não é escala. É caos com faturamento maior.

O problema nunca foi crescer devagar. Foi crescer sem saber de onde vem o lucro.

Empresa sem clareza financeira não precisa de mais cliente. Precisa de ordem primeiro.

E se não organizar agora:
• você vai crescer sustentando prejuízo sem perceber
• vai contratar pra resolver o que é problema de estrutura
• vai chegar num ponto onde qualquer decisão passa a destruir valor

Ou você entende de onde vem o lucro agora, ou o crescimento vai transformar lucro em prejuízo invisível.

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06/04/2026

Inovação não depende de gênios. Depende de atenção

Comentário sobre o post de Carlos Alberto Tavares Ferreira a respeito da eficiência operacional da Ryanair.

Inovação não depende de gênios. Depende de atenção.

A economia gerada aqui não veio de tecnologia disruptiva. Veio de alguém que parou e questionou o que todos já aceitavam como normal.

Essa pergunta custa zero. A ausência dela corrói margem, todos os dias, em silêncio, com a sua autorização.

A maioria das empresas não tem gap de inovação. Tem um problema mais caro: ninguém está olhando.
• Processos rodando há anos sem dono real
• caixa sangrando em decisões que ninguém revisita
• Liderança ocupada com pauta enquanto o dinheiro escapa sem dono
• Competitividade perdida não para o mercado, mas para a própria inércia interna

Inercia operacional não aparece na ata da reunião. Aparece no balanço.
Não é falta de ideia. É negligência acumulada, e o custo já está contabilizado.

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