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Toda semana, de terça a sexta.

Caixa, sócios e sucessão, nas empresas de quem assina. Os mesmos posts do LinkedIn, completos, com a imagem ou o carrossel, e a versão em inglês.

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19/05/2026

Capital sem arquitetura não escala, acelera o erro

Comentário sobre o post de Uirá Falseti a respeito da apresentação de Carol Paiffer no encontro de imersão da Sênior Club Brasil.

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O post do Uirá Falseti sobre a apresentação da Carol Paiffer toca num ponto que poucos advisors assumem publicamente: capital sem arquitetura não escala, acelera o erro.

Concordo com a leitura. E acrescento a camada que vejo travar empresas todos os dias.

Arquitetura estratégica não falha por falta de método. Falha porque o fundador identifica o problema, reconhece a urgência, e ainda assim adia a decisão que romperia a dependência operacional dele mesmo.

Posicionamento, governança e ecossistema são consequência. A causa é a decisão que não foi tomada.

• growth strategy adiada vira margem corroída no trimestre seguinte.
• turnaround sem deliberação vira plano que ninguém executa.
• executive alignment sem ruptura vira pauta sem consequência.

Empresas não travam por falta de arquitetura. Travam porque transformam clareza em adiamento. O custo já começou.

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18/05/2026

O Beach Park não ganhou o Guinness porque resolveu ser o maior

Comentário sobre o post de Adriano Borges a respeito do recorde do Beach Park no Guinness.

O Beach Park não ganhou o Guinness porque resolveu ser o maior. Ganhou porque decidiu construir onde nenhum concorrente racionalmente operaria.

Em maio de 2026, o Beach Park recebeu o certificado Guinness pela maior montanha-russa aquática do mundo, a "Surreal". 340 metros, R$ 30 milhões, no Porto das Dunas, Ceará. O recorde anterior era americano, e durava desde 2021.

Não é uma história de espetáculo. É uma história de vantagem competitiva difícil de copiar.

Enquanto o setor discutia tendência, o Beach Park escolheu território. A diferença não está no investimento, está no critério de decisão que os concorrentes não aplicaram.

• Sazonalidade que corrói margem de qualquer aqua park no hemisfério norte.
• Ecossistema (hotel, aeroporto internacional, náutica) que nenhum concorrente replica em cinco anos.
• Decisão tomada antes da tendência virar consenso de mercado.

A decisão certa não é a mais audaciosa. É a que se apoia na realidade que os outros não enxergaram.

O Guinness não começou em 2026. Começou na decisão de territorialização, Business Strategy aplicada antes do mercado entender que aquele litoral era ativo, não periferia.

Posicionamento não se comunica. Se decide. E quem decide depois, paga a diferença em margem.

Não existe recomendação. Existe decisão.

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15/05/2026

IA não está roubando empregos de advogados. Está sendo usada para manipular decisões que ninguém auditou

IA não está roubando empregos de advogados. Está sendo usada para manipular decisões que ninguém auditou.

Em 2024, um escritório nos EUA apresentou precedentes em processo federal. Casos reais. Argumentos sólidos. Os documentos haviam sido alterados por IA para favorecer a tese do cliente. O juiz só descobriu porque o advogado adversário conhecia os casos de memória.

Não é ficção. É o que o Judiciário brasileiro começa a enfrentar agora.

E o perímetro do problema não é jurídico. É de governança.

Se IA manipula documentos em tribunal, manipula também o que sustenta a mesa do board:

• contratos revisados sem verificação cruzada
• laudos técnicos lidos por modelo sem protocolo
• due diligences que ninguém releu na fonte
• relatórios estratégicos que ninguém validou na origem

O executivo que terceiriza leitura crítica para IA sem corporate governance sobre a ferramenta não está ganhando produtividade. Está assinando uma decisão que não auditou.

Governança de IA não é pauta de TI. É pauta de board.

Quem decide sem entender o que a ferramenta faz, e o que ela pode ser usada para fazer, não está usando IA. Está sendo usado por ela. O custo dessa omissão já começou a aparecer nos autos. Vai aparecer nos balanços.

Não existe recomendação. Existe decisão.

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13/05/2026

Posicionamento é o que falam de você nos bastidores

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Posicionamento não é o que você posta. É o que as pessoas falam de você nos bastidores.

Hoje estive na Imersão Sênior Club Brasil, no Dinastia Hub.

Carol Paiffer passou três horas destruindo a narrativa de que posicionamento é presença digital.

A frase que ficou:

"Não adianta quantidade de networking. O que importa é a qualidade de quem lembra de você, e por qual razão."

Ela foi direta: acumulou oito pastas de cartão de visita ao longo de 20 anos. Não lembra da maioria. Não porque esqueceu, mas porque aquelas conexões nunca foram reais. Foram volume sem intenção.

O que constrói posicionamento de verdade não é o evento que você frequenta. É a escolha deliberada do que você recusa.

Carol escolheu eventos que não poderiam contaminar sua marca. Não porque não tinha proposta, porque tinha várias. Mas porque posicionamento se protege pelo que você rejeita, não pelo que você aceita.

Isso tem peso diferente quando vem de quem foi Shark por sete temporadas, abriu capital na bolsa aos 30 e construiu um ecossistema de 115 empresas investidas.

A empresa que não tem posicionamento claro gasta mais em marketing, converte menos e conversa com o cliente errado.

Ela não perde para o concorrente. Perde para a própria inércia.

À tarde, visita à G4 Club. O que se vê numa operação dessa escala de dentro não cabe em case. Cabe em decisão.

Obrigado ao Carlos Mororó e à Grupo Camarmo por construir um ambiente onde esse nível de conversa acontece entre pessoas que já decidiram construir, e ainda estão construindo.

Ambiente certo não inspira. Exige.

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11/05/2026

O Brasil domina o que o mundo precisa

O Brasil domina o que o mundo precisa. E entrega de graça por favores.

92% do nióbio global. 88% de energia renovável. O maior estoque de água doce do planeta. 188 milhões de usuários conectados. Maior exportador mundial de soja, café e carne bovina.

Isso não é potencial. Isso é posição.

E ainda assim as decisões sobre esses ativos não estão nas mãos de quem produz, de quem empreende, de quem absorve o custo do adiamento.

Não é falta de recurso. Não é falta de informação. Todos esses dados são públicos.

É falta de decisão. E o custo já começou.

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10/05/2026

Espero muito pelo livro para entender justamente qual caminho essa reflexão vai seguir

Comentário sobre o post de Gustavo Carriconde a respeito do novo livro de Eric Ries e da inovação em grandes empresas e startups.

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Espero muito pelo livro para entender justamente qual caminho essa reflexão vai seguir. O artigo toca em um paradoxo muito real: grandes corporações possuem recurso para transformar mercados, mas muitas vezes ficam travadas pelo excesso de camadas decisórias. Já as startups conseguem inovar com velocidade, mas sofrem pela falta de escala e sustentação.

Talvez o ponto mais interessante esteja exatamente em como esses dois mundos podem se complementar sem perder suas essências.

E é incrível o que temos construído no ecossistema da ResumoCast dentro dessa lógica.

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08/05/2026

A China não é só mercado. É modelo de gestão

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A China não é só mercado. É modelo de gestão.
E a maioria dos CEOs brasileiros ainda não parou para ler isso direito.

A pergunta errada: “como eles cresceram tão rápido?”

A pergunta certa: quais decisões estruturais produziram essa velocidade, e o que elas revelam sobre como você está organizando a sua empresa?

Três mecanismos que separam os modelos chineses do que a maioria dos founders ainda opera:

• Dados chegam para quem decide, não para quem reporta. Enquanto o seu board espera o fechamento mensal, o concorrente ajustou a estratégia três vezes.

• Velocidade é engenharia organizacional, não cultura. A Haier transformou 80 mil funcionários em 4.000 unidades com P&L próprio. Não foi motivação. Foi desenho de estrutura.

• Ecossistema antes de produto. A Alibaba não construiu produtos. Construiu plataforma. Quando o mercado virou, o motor já estava rodando.

O que trava não é falta de tecnologia. É hierarquia que filtra informação antes de chegar em quem tem autoridade para decidir.

O Brasil já é destino prioritário da expansão chinesa.

Energia, veículos elétricos, agronegócio. Quem ainda lê isso como ameaça competitiva está perdendo a janela de reposicionamento.

O custo de continuar tratando a China como bloco distante já aparece no seu resultado.

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08/05/2026

Alguns encontros não acrescentam informação. Acrescentam referência

O Connect Executive Hub, com apoio da Fundação Dom Cabral, reuniu executivos C-Level no campus da FDC em São Paulo, em 6 de maio, para discutir como estratégia, cultura e modelo de negócio precisam evoluir juntos. Abriu com Karen Miura, professora de Futurismo da FDC, trazendo o que saiu do SXSW, e seguiu com um debate entre líderes como Silvia Penna, Diretora-Geral da Uber Brasil, e Rafael Ivanisk Oliveira, CEO da Natural One.

Alguns encontros não acrescentam informação. Acrescentam referência.

Esta semana estive no encontro da Connect Executive Hub.

Sem pauta de apresentação. Sem pitch. Sem agenda comercial.

O que houve foi algo mais raro: executivos de setores completamente distintos, saúde, alimentação natural, mobilidade, inovação, trocando perspectivas com profundidade real. Falamos de SXSW, de dinâmicas de mercado, de escolhas de vida. A conversa foi da estratégia ao cotidiano, sem perder altitude.

Esse é o tipo de ambiente que não se agenda. Se encontra.

A qualidade de uma rede não se mede pelo volume de contatos. Mede-se pela densidade das conversas que ela permite.

Aos que estiveram presentes, obrigado pela troca.

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06/05/2026

A IRENA publicou ontem. O relatório não é projeção. É confirmação

Comentário sobre o relatório da IRENA "24/7 renewables: The economics of firm solar and wind".

A IRENA publicou ontem. O relatório não é projeção. É confirmação.

Solar e eólico com armazenamento em bateria já entregam eletricidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, a custo menor do que a maioria das alternativas a combustíveis fósseis.

Não é promessa de analista. É o firm LCOE, benchmark técnico auditável, calculado mercado a mercado, tecnologia por tecnologia.

Desde 2010: solar caiu 87%. Bateria caiu 93%. Onshore wind caiu 55%.

Esses números não mudam a tese. Eles encerram o debate.

O que ainda trava a decisão nas empresas não é falta de dado. É o mesmo padrão que vejo em todo processo de business strategy travado no meio: a conta de energia continua crescendo enquanto o projeto "está em análise", o capex foi aprovado para outra frente enquanto a margem sangra no operacional, a licitação de energia convencional foi renovada por mais 24 meses "por segurança"

A IRENA chama isso de "adequacy gap". Nas empresas que atendo, chamo de custo de adiamento.

O relatório encerra com uma frase que merece ser lida por quem decide:

"O ritmo em que a eletricidade renovável firme é implantada será um dos determinantes mais consequentes da transição energética na próxima década."

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05/05/2026

Conselheiro de fachada tem opinião. Conselheiro de autoridade tem consequência na mesa

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Conselheiro de fachada tem opinião. Conselheiro de autoridade tem consequência na mesa.

A diferença não está no currículo. Está no que acontece depois que ele fala.
Em Corporate Governance madura, o papel do Board Member não é validar a narrativa do CEO. É expor o que a operação esconde e forçar a decisão que vinha sendo empurrada.

Você já viu isso antes:

• Reunião de conselho termina em "vamos amadurecer". A caixa sangra no intervalo entre uma ata e outra.
• Executive alignment virou pauta recorrente. Decisão estrutural suspensa há três trimestres.
• Diagnóstico claro, mesa inteira ciente. Ninguém assume o ônus de bater o martelo.

Opinião conforta a mesa. Autoridade desconforta até a decisão sair.

Strategic Advisory que não muda o rumo da reunião é linha de custo. Não é governança.

Conselheiro que só opina não atua. Decora. A decisão que ele não força, a empresa vai pagar.

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29/04/2026

Se eu estivesse naquela reunião, não teria dito para não vender

Ele compartilha o próprio post de 27 de abril sobre a Cajuína São Geraldo, a fábrica de refrigerante de caju de Juazeiro do Norte (CE) que recusou as propostas de aquisição das multinacionais, e acrescenta as perguntas que faria como Conselheiro.

Conselheiros esse texto é pra gente!!!

Se eu estivesse naquela reunião, não teria dito para não vender. Teria feito três perguntas.

A oferta chegou. O número era real. A multinacional tinha distribuição, capital e escala para fazer sentido no papel.

A família da São Geraldo estava sentada diante de uma decisão que a maioria dos empreendedores não resiste.

Meu trabalho naquele momento não seria recomendar. Seria forçar clareza antes que o valor financeiro anestesiasse o que realmente estava em jogo.

As três perguntas que fazem uma oferta revelar seu verdadeiro tamanho:

• O que eles estão comprando que não conseguem construir? Se a resposta for identidade, o preço deles está errado.
• O que você vai fazer depois? Se não houver resposta clara, a venda resolve o presente e compromete o futuro.
• Quem herda a decisão? Empresa familiar carrega geração. Vender é responder por quem ainda não sentou nessa mesa.

A São Geraldo respondeu as três sem precisar de conselheiro. E ficou.

A minha função não é dizer o que fazer. É garantir que a decisão seja tomada com as perguntas certas na mesa.

"Não é uma opinião formada em sala de aula ou em livros. É a visão de quem esteve diretamente envolvido na venda da própria empresa da família."

Não leia superficialmente. Leia com o peso de quem tomou, e sustentou, essa decisão na prática.

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27/04/2026

O mercado tenta comprar o que não consegue copiar

O mercado tenta comprar o que não consegue copiar. E muitos empreendedores vendem antes de descobrir o tamanho do que estavam construindo.

Em 1948, José Amâncio de Sousa comprou uma fábrica no sertão do Ceará sem energia elétrica e com maquinário manual. Sem investidor. Sem garantia. Quando a luz chegou a Juazeiro do Norte em 1962, lançou um refrigerante de caju com suco real da fruta, diferente de tudo que as multinacionais produziam.

As propostas de aquisição vieram. A família disse não.

Hoje a São Geraldo produz 75 milhões de litros por ano, opera 33 mil m2 de parque industrial e recebe visitantes do Brasil inteiro que vêm ver como uma ideia do sertão virou referência nacional.

A Coca-Cola não perdeu por falta de recurso. Perdeu porque não consegue embutir em fórmula o que só se constrói com décadas de convicção.

Você tem um negócio que o mercado tentaria comprar antes de conseguir copiar?

• Identidade não é marketing. É a razão pela qual sua oferta não tem substituto.
• Recusar a venda certa pode ser a maior decisão estratégica de uma geração.
• O que não pode ser replicado não tem preço. Tem herdeiros.

Sonho sem identidade vira produto. Identidade sem atitude vira nostalgia. A São Geraldo escolheu o terceiro caminho: império.

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Algum desses posts descreveu a sua empresa?