Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada







Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada.
Cresci numa família empresária. Conheço o ritual: quem fala mais alto, quem argumenta mais bonito, quem se cala esperando a próxima rodada. Em casa, isso é convivência. Tem vencedor, tem perdedor, e o almoço continua.
O problema começa quando essa mesa entra na sala de reunião.
Ali, no momento em que aparece um vencedor entre irmãos, o negócio já saiu de cena. A disputa deixou de ser sobre a empresa: virou sobre quem tem o direito de falar primeiro. O ego assumiu a cadeira da presidência.
E quando o ego preside, só existe um perdedor. Não é o irmão. É a empresa.
• A decisão que importava é adiada para preservar o orgulho de quem perdeu.
• Quem se calou cobra o silêncio depois, no pior momento do caixa.
• O mesmo conflito volta em seis meses, maior e mais caro.
A mesa de domingo perdoa. A mesa de reunião cobra.
Vivi isso na pele. E aprendi que tem jeito: essa semana escrevo sobre como transformar disputa em diálogo dentro da empresa familiar.
Na empresa que precisa de vencedor, a família já começou a perder.
Publicado também no LinkedIn, onde a conversa continua nos comentários.
Post anteriorO pior cliente não é o que reclama. É o que vai embora calado e reclama na rua