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Toda semana, de terça a sexta.

Caixa, sócios e sucessão, nas empresas de quem assina. Os mesmos posts do LinkedIn, completos, com a imagem ou o carrossel, e a versão em inglês.

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09/06/2026

Subir no palco nunca me deixou confortável

Subir no palco nunca me deixou confortável. Me obrigou a transformar 25 anos de operação em uma tese de 40 minutos.

Sou tímido por padrão. Escolhi o desconforto porque a alternativa era continuar invisível.

Levei à Semana do MEI, no Sebrae-SP, uma palestra sobre vendas com Inteligência Artificial. Não para impressionar, para mostrar onde o pequeno negócio perde dinheiro sem perceber.

Cada palestra me força a destilar o que aprendi operando. Business Transformation deixa de ser conceito quando vira linguagem que o empreendedor aplica na segunda-feira.

Quem só fala bonito não passou por decisão difícil. Quem passou, fala simples.

• Discurso sem operação por trás não sustenta a primeira pergunta.
• Palco vira ego quando esquece o problema de quem ouve.
• Conteúdo sem aplicação é entretenimento, não estratégia.

Sinta-se confortável no desconforto. É lá que a decisão acontece.

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08/06/2026

Conselho não é vitrine. É o lugar onde a decisão que a operação adia precisa ser forçada

Conselho não é vitrine. É o lugar onde a decisão que a operação adia precisa ser forçada.

Estive no CEO Conference do BTG Pactual, no ESG Summit da Exame, em mesas onde a decisão pesa de verdade.

Não fui ouvir tendência. Fui ver onde a deliberação trava e por quê.

A conclusão se repete: o problema raramente é técnico. É de Corporate Governance que aprova o diagnóstico e não aprova a decisão. De Strategic Advisory que vira parecer arquivado.

Sentar à mesa não muda nada. Forçar a deliberação muda tudo.

• Conselho que só valida não governa.
• Pauta sem deliberação é custo com aparência de prudência.
• Decisão empurrada ao próximo trimestre nunca chega.

Como Board Member, não estou ali para concordar. Estou para expor o que ninguém quis assinar.

Governar é decidir antes que o mercado decida por você.

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05/06/2026

Operar 10.000 carros por mês não é o desafio. O desafio é decidir o que parar de fazer quando o volume dobra

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Operar 10.000 carros por mês não é o desafio. O desafio é decidir o que parar de fazer quando o volume dobra.

Construí uma das maiores operações automotivas do país partindo do zero. Aprendi cedo que escala não perdoa indecisão.

Quando o volume cresce, todo processo que funcionava no improviso vira gargalo. E cada decisão adiada se multiplica por 10.000.

Foi ali que growth strategy deixou de ser ambição e virou disciplina de corte. Sem executive alignment, cada turno reinventava o processo do anterior e o erro escalava junto.

Escalar não é fazer mais do mesmo. É decidir o que deixa de existir.

• Processo não decidido vira retrabalho em massa.
• Margem por carro some no detalhe que ninguém quis tratar.
• Time no ruído entrega volume, não resultado.

Volume expõe toda decisão adiada. E expõe rápido.

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04/06/2026

Decisão complexa é a que ninguém quer assinar

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Decisão complexa não é a que tem muitas variáveis. É a que ninguém quer assinar.

A liderança já viu o problema. Já tem o diagnóstico na mesa. Já sabe o que precisa ser feito.

E a decisão segue em aberto, esperando consenso, esperando o momento, esperando alguém.

É nesse intervalo que Business Strategy deixa de ser planejamento e vira custo silencioso. É onde Corporate Governance existe no organograma, mas não na deliberação.

A empresa não trava por falta de esforço. Trava porque transforma clareza em adiamento.

• Cada semana parada consome caixa que não volta.
• A margem corrói enquanto a reunião se repete.
• No médio prazo, o concorrente decide no seu lugar.

Não existe recomendação. Existe decisão.

Não decidir é mais caro que decidir errado. E o custo já começou.

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03/06/2026

Uma frase no palco do EXAME ESG Summit parou a sala

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Uma frase no palco do EXAME ESG Summit 2026 parou a sala.

Alexandre Kalache subiu para falar de longevidade e devolveu uma conta que ninguém tinha pedido.

A expectativa de vida saltou de 46 para 77 anos. Até 2031, o Brasil terá mais idosos do que crianças pela primeira vez na história. E nós envelhecemos antes de enriquecer.

Não é tema de saúde pública. É a maior reconfiguração de mercado do século, consumo, trabalho, cidades e produtos mudando de eixo ao mesmo tempo.

E a maioria das empresas ainda trata isso como tendência de relatório.

Tendência se acompanha. Decisão se toma.

No conselho, a leitura é direta: toda agenda de business transformation que vira slide e não vira deliberação custa posição de mercado no médio prazo.

Longevidade não é o futuro. É a decisão de agora. E o custo de adiá-la já começou.

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02/06/2026

ESG deixou de ser discurso. Virou linha na conta da perenidade

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ESG deixou de ser discurso. Virou linha na conta da perenidade.

Estive no ESG Summit 2026, da EXAME. Saí com uma constatação que não cabe em relatório de reputação.

A Ypê não colocou R$ 250 milhões em energia renovável por imagem. Colocou porque a conta fechou: a embalagem que pesava 23 gramas caiu para menos de 11. Sustentabilidade que virou eficiência operacional, não pauta de comitê.

Alexandre Kalache foi mais duro: a expectativa de vida saltou de 46 para 77 anos, e até 2031 o Brasil terá mais idosos do que crianças. A longevidade não pediu autorização para chegar.

A frase que ficou veio de um painel sobre resiliência: se você não olha pela lente do ESG, olhe pela do negócio, sua empresa existe daqui a cinco anos?

Essa pergunta não é sobre valores. É sobre sobrevivência.

Quem tratou essas agendas como recomendação adiou. Quem tratou como decisão já está colhendo margem.

No conselho, vejo o mesmo mecanismo: clareza que vira adiamento. Toda agenda de business transformation que não vira deliberação vira custo silencioso. Postergar o executive alignment por consenso confortável corrói caixa no médio prazo.

Sustentabilidade sem governança vira campanha. Governança sem sustentabilidade vira atraso bem administrado.

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01/06/2026

A decisão pode ser aconselhada. A consequência, não

A decisão pode ser aconselhada. A consequência, não.

Esse é o ponto que muita gente só entende quando chega à cadeira principal.

Enquanto a decisão ainda está em debate, todos opinam: conselheiros, sócios, mentores, especialistas, amigos e pessoas bem-intencionadas. Mas quando a decisão produz efeito sobre caixa, pessoas, reputação, crescimento e futuro, a responsabilidade volta para uma única pessoa.

É aí que nasce a solidão do poder.

Não como drama. Como estrutura.

Publiquei uma nova versão do meu artigo sobre esse tema porque a primeira ainda tentava suavizar uma verdade que não precisa de conforto: liderar exige escuta, mas também exige a capacidade de sustentar sozinho a consequência final.

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22/05/2026

Acompanho a ResumoCast Venture Studio por dentro

Comentário sobre o post de Gustavo Carriconde a respeito do que acontece quando o custo de desenvolver despenca.

Acompanho a ResumoCast Venture Studio por dentro. E o ponto do Gustavo Carriconde é mais cirúrgico do que parece.

O custo de desenvolver algo desabou. Seis meses viraram dias. E quando o custo afunda, o que ficava escondido aparece nu:

• projeto sustentado por investimento afundado, nunca pelo mérito
• decisão adiada disfarçada de "vamos validar mais um trimestre"
• ego de quem aprovou travando o que o board já enxergou
• método ausente onde antes o orçamento escondia o vazio

A clareza nunca foi o gargalo. O que sempre travou foi a clareza virando adiamento.

Conselho que não força decisão agora, vai decidir pelo cansaço da empresa depois.

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22/05/2026

Empresário de oficina, energia e distribuição entra para os conselhos de IA. Não pela tecnologia

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Empresário de oficina, energia e distribuição entra para os conselhos de IA. Não pela tecnologia.

Pelo vazio de decisão que ela escancarou.

Conselhos brasileiros foram desenhados para um mundo onde tempo de deliberação era ativo. IA inverteu isso. Hoje, tempo de deliberação é passivo no balanço, e ninguém na mesa quer assinar essa conta.

Executivos sêniores estão domesticando a tecnologia com gestos de obediência:

• ChatGPT virou resumo de reunião, não reescreveu processo
• Microsoft Copilot virou atalho de e-mail, não encurtou ciclo de deliberação
• Perplexity virou pesquisa, não sustentou tese estratégica
• Comitê de IA virou pauta recorrente, não virou decisão

Cada um desses usos custa pouco. E entrega menos.

Ferramenta aprende-se em uma tarde. Leitura estratégica do negócio, não.

Não é tamanho de empresa. É inabilidade de decidir.

Familiar de 1 milhão e corporação de 1 bilhão travam pelo mesmo motivo: transformam clareza em adiamento. IA não corrige isso, só documenta o adiamento com mais precisão, mais velocidade, mais constrangimento.

A cadeira não precisa de entusiasta de IA. Precisa de quem traduz IA em caixa, margem e direção. e bloqueia a fuga elegante para o próximo trimestre.

Conselho que ainda debate se vai usar IA já perdeu dinheiro este ano. Não sabe ainda, mas o balanço já sabe.

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21/05/2026

O que está sendo construído na ResumoCast Ventures não é produto, é infraestrutura de decisão

Comentário sobre o trabalho da ResumoCast Ventures, a partir de uma edição do ResumoCast News.

O que está sendo construído na ResumoCast Ventures não é produto, é infraestrutura de decisão.

Desenvolver com IA proprietária significa recusar a comodidade das soluções genéricas e assumir o custo,e a responsabilidade, de construir algo que só existe porque foi pensado de dentro para fora. Não é tecnologia aplicada. É arquitetura intelectual com camadas próprias.

Poucos entendem o que está em jogo quando uma venture decide não terceirizar sua inteligência. Quem entende, reconhece o nível do que está sendo feito aqui.

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20/05/2026

Tem PME perdendo cliente B2B por causa da Reforma Tributária. Sem entender o motivo

Tem PME perdendo cliente B2B por causa da Reforma Tributária. Sem entender o motivo.

A reforma entrou em vigor em janeiro. CBS e IBS já circulam nas notas fiscais. E a maioria das PMEs ainda trata isso como pauta da contabilidade.

Empresa do Simples Nacional repassa cerca de 1% de crédito tributário ao cliente PJ. Empresa do regime regular repassa cerca de 27%. Diferença de 26 vezes.

No B2B, o comprador deixou de comparar preço. Compara preço líquido fiscal. A empresa do Simples pode pagar seus tributos em dia e perder proposta atrás de proposta sem entender por quê.

Três erros que estão sendo cometidos agora:
• Tratar a reforma como problema técnico, não como decisão de modelo de negócio
• Assumir que o Simples continua sendo a escolha óbvia em B2B
• Confundir início da cobrança em 2027 com início do impacto, que começou em janeiro

O contador apura. O consultor recomenda. O conselheiro força a decisão.
Setembro de 2026 não é prazo. É corte.

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20/05/2026

Em setembro de 2026, a maioria das PMEs vai perder uma janela que nem abriu

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Em setembro de 2026, a maioria das PMEs vai perder uma janela que nem abriu.

A Reforma Tributária está em vigor desde janeiro. CBS e IBS já circulam nas notas fiscais.

E o empresário continua tratando isso como pauta da contabilidade.

• Cada proposta B2B fechada sem crédito destacado deixa dinheiro na mesa do concorrente
• Cada mês sem diagnóstico encurta a janela de decisão até setembro
• Cada escolha delegada à contabilidade cristaliza um modelo já desatualizado

A clareza já está dada. O que custa caro agora é transformá-la em adiamento.

Setembro de 2026 não é prazo. É corte.

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