Traduzir a proposta para o mandarim não muda o idioma em que você está negociando











Traduzir a proposta para o mandarim não muda o idioma em que você está negociando.
Foram dez anos negociando com China e Coreia do Sul. O que fica não é o vocabulário. São camadas.
Guanxi, mianzi, hierarquia. Qualquer guia explica os três termos. Nenhum explica o que eles fazem com o preço, o prazo e a assinatura.
Um aceno na mesa pode querer dizer "entendi". Quem lê "aceito" descobre a diferença quando o contrato volta revisado. Nem sempre quem aprova o acordo é quem está à sua frente, e a concessão feita para preservar a face de alguém raramente aparece na ata como concessão. Aparece como cláusula.
Seul não é Xangai. Quem trata as duas mesas como "Ásia" já errou a primeira leitura.
Cultura não é etiqueta de reunião. É variável de negociação.
Também não serve de desculpa para pular a verificação do parceiro. Relação e diligência andam juntas, ou uma delas não anda.
Quem faz essa leitura ao lado da liderança não acompanha reunião. Diz o que foi concedido sem que ninguém percebesse.
No PDF estão os códigos que vale conhecer antes de sentar à mesa.
O que se pode ensinar está no PDF. O resto se lê na mesa.
Quem negocia sem essa leitura já pagou. Só ainda não recebeu a fatura.
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