Quando um sócio contrata contra o outro, o diagnóstico vira munição

Quando um sócio contrata contra o outro, o diagnóstico vira munição.
O filho chega em casa com um relatório que dá razão a ele, o pai reconhece o autor na primeira página, e quem foi chamado para destravar passa a ser mais um na briga.
Por isso, em empresa de família, tenho uma regra que não negocio: respondo ao CNPJ, não ao CPF.
Cheguei a ela passando por situações. Apoio e já fiz gestão de algumas empresas, e a pergunta que decide se eu entro nunca foi de que lado estou. É a quem eu respondo.
É uma posição forte, talvez forte demais. Por ela perdi muitas chances de ser mentor, coach e esse tipo de papel. Mas não sou bala de prata de sócio. Sou alicerce da empresa: da família e dos sócios juntos, cada um ouvido inteiro, todos com o mesmo relatório na mão.
Não entro em briga. Encerro briga. E quando não sobra espaço para conversa, deixa de ser meu papel e passa a ser do advogado.
Enquanto isso não se resolve, cada mês em que um lado espera o outro ceder, a empresa decide menos: investimento parado, sucessor sem data, sócio que só aparece para vetar.
Quando a empresa volta a ter quem fale por ela, a decisão parada volta a andar.
Na sua empresa, quem fala pelo CNPJ quando os sócios param de conversar?
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