O que o dono vai fazer com a decisão que o dinheiro adia

Quando um dono fala em buscar capital, a primeira coisa que pergunto é o que ele vai fazer com a decisão que o dinheiro adia.
Dinheiro novo só tem duas funções: virar dívida ou virar crescimento.
Usado como fluxo de caixa num caixa estressado, ele aumenta a dívida. Paga o mês, a decisão continua igual e o dono gasta a carta que guardava para a hora difícil.
Usado para comprar algo que gera dinheiro novo, ele vira crescimento. E o crescimento paga a dívida e ainda se perpetua.
A escolha é entre esticar a dívida e perpetuar o capital.
Trabalho ao lado de fundos, advogados e contadores. Do lado de quem empresta ou investe, o que pesa não é o tamanho do cheque. É saber quem decide o que fazer com ele.
Por isso, no meu trabalho, o diagnóstico vem antes do dinheiro, nunca depois.
Três perguntas que faço antes de qualquer conversa sobre dinheiro novo:
1. A operação era lucrativa antes da dívida?
2. O dono aceita controle sobre o dinheiro que entra?
3. Qual decisão o capital vai permitir, e qual vai permitir adiar?
Quem responde as três sem titubear está pronto para o dinheiro. Quem trava na terceira precisa decidir antes de captar.
Com o dinheiro que a sua empresa procura hoje, você vai cavar o buraco ou tampar?
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