Se eu estivesse naquela reunião, não teria dito para não vender

Bernardo Bardawil · 29/04/2026

Ele compartilha o próprio post de 27 de abril sobre a Cajuína São Geraldo, a fábrica de refrigerante de caju de Juazeiro do Norte (CE) que recusou as propostas de aquisição das multinacionais, e acrescenta as perguntas que faria como Conselheiro.

Conselheiros esse texto é pra gente!!!

Se eu estivesse naquela reunião, não teria dito para não vender. Teria feito três perguntas.

A oferta chegou. O número era real. A multinacional tinha distribuição, capital e escala para fazer sentido no papel.

A família da São Geraldo estava sentada diante de uma decisão que a maioria dos empreendedores não resiste.

Meu trabalho naquele momento não seria recomendar. Seria forçar clareza antes que o valor financeiro anestesiasse o que realmente estava em jogo.

As três perguntas que fazem uma oferta revelar seu verdadeiro tamanho:

• O que eles estão comprando que não conseguem construir? Se a resposta for identidade, o preço deles está errado.
• O que você vai fazer depois? Se não houver resposta clara, a venda resolve o presente e compromete o futuro.
• Quem herda a decisão? Empresa familiar carrega geração. Vender é responder por quem ainda não sentou nessa mesa.

A São Geraldo respondeu as três sem precisar de conselheiro. E ficou.

A minha função não é dizer o que fazer. É garantir que a decisão seja tomada com as perguntas certas na mesa.

"Não é uma opinião formada em sala de aula ou em livros. É a visão de quem esteve diretamente envolvido na venda da própria empresa da família."

Não leia superficialmente. Leia com o peso de quem tomou, e sustentou, essa decisão na prática.

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