Todo conselho aprova investimento em estrutura. Quase nenhum aprova o tempo que ela leva para ficar de pé











Todo conselho aprova investimento em estrutura. Quase nenhum aprova o tempo que ela leva para ficar de pé.
Entre 2013 e 2015 eu escalava a rede de oficinas. O gargalo não era demanda, era folha crescendo desordenada. Faltava mão de obra padronizada e treinar não era a minha área. Procurei a Bosch do Brasil. A negociação subiu para a Alemanha e levou cerca de dois anos, formato atrás de formato, até a franquia aparecer como o único modelo que eles controlavam. A liberação só veio depois que um executivo alemão veio ver a operação com os próprios olhos. Ainda foram três meses de contrato e obra.
O caro não foi montar a escola. Foi me proibir de crescer enquanto a operação estava pronta, num período em que o volume já caía. Dois anos pagando antes de receber qualquer coisa.
A estrutura montada durante a espera bancou a fase seguinte: trinta por cento menos mão de obra por loja, vinte por cento mais produtividade, e a expansão sustentada por quem já era de casa.
Estrutura tem prazo de obra, e ele não começa no dia da decisão. Se a sua empresa vai precisar de uma em 2027 e ela ainda está no papel, o atraso já está contratado. Essa conta cabe em uma conversa, e é melhor fazer antes que ela chegue no resultado.
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