Quando a conta vira, a mesa não pergunta o que fazer. Pergunta quanto vai custar










Quando a conta vira, a mesa não pergunta o que fazer. Pergunta quanto vai custar.
Janeiro de 2023. Fechamento do ano, conselheiros e sócios na mesa, eu com um ano de CEO. Até o slide seguinte: o preço da mercadoria caía e no trimestre a queda chegaria a 30% do valor vendido em dezembro. O ano abriria com prejuízo já declarado. As caras felizes sumiram e sobrou raiva e preocupação. A única arma era o estoque enxuto: queima rápida, e o prejuízo não chegaria aos 70% projetados.
Decidiu-se ali: queima antes que baixe mais.
Então veio a pergunta seca, quase em ressonância. Quanto iremos perder. Ninguém sabia quando ia parar de cair. Saiu de lá um comitê de acompanhamento mensal das vendas até o estoque estabilizar.
O número que a mesa pede nessa hora não existe. O pedido existe.
Um comitê criado para responder pergunta sem resposta não controla risco. Distribui o peso de uma decisão já tomada.
• comitê que nasce da pergunta errada mede o mês passado e chama de controle
• o número impossível volta como pauta na reunião seguinte, e na outra
• e o caixa financia cada mês entre a pergunta e o que já foi decidido
A reunião terminou amarga.
O comitê funcionou, e não para o que foi criado. Não achou o número, encurtou o tempo de reação.
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Post anteriorTodo conselho aprova investimento em estrutura. Quase nenhum aprova o tempo que ela leva para ficar de pé