O mercado tenta comprar o que não consegue copiar

O mercado tenta comprar o que não consegue copiar. E muitos empreendedores vendem antes de descobrir o tamanho do que estavam construindo.
Em 1948, José Amâncio de Sousa comprou uma fábrica no sertão do Ceará sem energia elétrica e com maquinário manual. Sem investidor. Sem garantia. Quando a luz chegou a Juazeiro do Norte em 1962, lançou um refrigerante de caju com suco real da fruta, diferente de tudo que as multinacionais produziam.
As propostas de aquisição vieram. A família disse não.
Hoje a São Geraldo produz 75 milhões de litros por ano, opera 33 mil m2 de parque industrial e recebe visitantes do Brasil inteiro que vêm ver como uma ideia do sertão virou referência nacional.
A Coca-Cola não perdeu por falta de recurso. Perdeu porque não consegue embutir em fórmula o que só se constrói com décadas de convicção.
Você tem um negócio que o mercado tentaria comprar antes de conseguir copiar?
• Identidade não é marketing. É a razão pela qual sua oferta não tem substituto.
• Recusar a venda certa pode ser a maior decisão estratégica de uma geração.
• O que não pode ser replicado não tem preço. Tem herdeiros.
Sonho sem identidade vira produto. Identidade sem atitude vira nostalgia. A São Geraldo escolheu o terceiro caminho: império.
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