Entrei no melhor mercado para alguém como eu. E no pior, ao mesmo tempo











Entrei no melhor mercado para alguém como eu. E no pior, ao mesmo tempo.
Setembro de 2021. Selic abaixo de 5%, capital barato, crescimento de três dígitos, um setor que parecia desenhado para o meu perfil. O mais regulado que enfrentei na vida, mas regulação era justamente o que eu lia bem. Cheguei, executei, entreguei. Estava tudo certo.
E foi exatamente aí que cometi meu maior erro: confundir o mercado que eu tinha entendido com o mercado que existia.
Em poucos meses o chão se moveu. O dólar, moeda que comanda o setor inteiro, disparou. A Selic subiu e transformou cada hesitação em custo. Uma lei nova aprovada para 2023 entrou no jogo, e o medo dela virou argumento de venda do concorrente.
O plano que eu tinha não estava errado. Estava velho. Velho em questão de meses. O mercado não esperou eu terminar de executar para mudar as regras.
Então o planejamento estratégico deixou de ser anual e virou trimestral. Três meses para ler o novo cenário, desenhar a resposta e executar antes que ela vencesse. Cinco versões em um único ano, quando Trump entrou e a geopolítica assumiu o leme do setor.
A empresa segue firme. O mar acalmou, saí do executivo e me dediquei aos conselhos. Esse ciclo afiou minha leitura estratégica e geopolítica a um nível que eu não imaginava alcançar.
Agora vira para dentro.
• O que roda hoje é decisão sua, ou herança que ninguém teve coragem de tocar?
• O que mudou nos últimos doze meses que o seu plano ainda finge não enxergar?
• Quem está testando na prática a hipótese que você ainda debate em reunião?
• Quanto já custou, em caixa e em posição, a versão que você empurrou para o próximo trimestre?
Quem não revisa a estratégia no ritmo do mercado não perde o plano. Perde o leme.
Quem domina a sua empresa: o acaso ou você?
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