O datacenter não é o problema. O planejamento estratégico que o instala no lugar errado é
Comentário sobre o artigo publicado pela ESG Inside, de Fernando Palamone, sobre data centers e a transição energética.

O datacenter não é o problema. O planejamento estratégico que o instala no lugar errado é.
A indústria escolheu o Sudeste por proximidade com o cliente. E herdou tudo que o Sudeste já não suporta.
Energia sob pressão. Água disputada com abastecimento urbano. Custo por m2 entre os mais altos do país. Latência de última milha que a proximidade geográfica não resolve mais.
Enquanto isso, o Nordeste opera com excedente estrutural no ativo que define a viabilidade do setor na próxima década.
Nos primeiros oito meses de 2025, 17,6% da energia eólica e solar produzida no Brasil foi cortada pelo ONS. 75% por cento dessa perda está no Nordeste.
• Energia renovável sendo desperdiçada diariamente no raio exato onde o datacenter poderia consumi-la
• Fortaleza concentrando 90% do tráfego internacional do país em cabos submarinos
• Orla para dessalinização sem competir com água potável
• Terra, mão de obra e custo operacional abaixo da média nacional
O datacenter não virou vilão pela função. Virou pela localização. O Pecém já tem R$ 50 bilhões em projeto com interesse chinês. O mercado global já leu o mapa.
Quem decide primeiro, ocupa o território. E você, como está lendo o seu?
Publicado também no LinkedIn, onde a conversa continua nos comentários.
Post anteriorQuando o executivo identifica e silencia