Nunca fui fã de franquia. E foi operando serviço que entendi o porquê

Bernardo Bardawil · 16/07/2026

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Nunca fui fã de franquia. E foi operando serviço que entendi o porquê.

Franquia funciona perfeitamente em vários segmentos. Alimentação, vestuário, produto pronto. O contrato padroniza o que importa.

Em serviço, a conta muda. Você padroniza preço, peça, layout. Mas o serviço acontece longe do seu olho. Na minha oficina, a marca estava na mão do mecânico. Na distribuidora de energia, na mão do eletricista. Sua marca passa de mão em mão até chegar em alguém que nunca assinou contrato com você.

Pesquisa de satisfação mede o atendimento. A qualidade do serviço, ela não alcança.

Foi ali que ficou claro: padrão de atendimento não se decide no sorriso da recepção. Se decide na estrutura, antes da primeira unidade abrir.

Antes de franquear, a pergunta não é quanto dá para crescer. É o que cria valor para a marca e o que dilui. Poucos fazem essa pergunta, porque crescer empolga.

Crescer certo multiplica a marca. Crescer errado distribui o seu nome para quem você não controla.

A marca é sua. O padrão, se não estiver na estrutura, não é.

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