Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada

Bernardo Bardawil · 20/07/2026

imagem 1/7imagem 2/7imagem 3/7imagem 4/7imagem 5/7imagem 6/7imagem 7/7
1 / 7

Na mesa de domingo, perder no jogo de cartas não custa nada.

Cresci numa família empresária. Conheço o ritual: quem fala mais alto, quem argumenta mais bonito, quem se cala esperando a próxima rodada. Em casa, isso é convivência. Tem vencedor, tem perdedor, e o almoço continua.

O problema começa quando essa mesa entra na sala de reunião.

Ali, no momento em que aparece um vencedor entre irmãos, o negócio já saiu de cena. A disputa deixou de ser sobre a empresa: virou sobre quem tem o direito de falar primeiro. O ego assumiu a cadeira da presidência.

E quando o ego preside, só existe um perdedor. Não é o irmão. É a empresa.

• A decisão que importava é adiada para preservar o orgulho de quem perdeu.
• Quem se calou cobra o silêncio depois, no pior momento do caixa.
• O mesmo conflito volta em seis meses, maior e mais caro.

A mesa de domingo perdoa. A mesa de reunião cobra.

Vivi isso na pele. E aprendi que tem jeito: essa semana escrevo sobre como transformar disputa em diálogo dentro da empresa familiar.

Na empresa que precisa de vencedor, a família já começou a perder.

Publicado também no LinkedIn, onde a conversa continua nos comentários.