Escrevi aqui que direção se mede pelo que a empresa aceita perder











Escrevi aqui que direção se mede pelo que a empresa aceita perder. Faltou contar a vez em que eu larguei uma em menos de uma semana.
Eu tinha acabado de chegar à metade do varejo do grupo, que era o número que eu esperava. Com o número na mão veio a pergunta seguinte: onde expandir. Eram duas portas, abrir funilaria ou levar o ar-condicionado até o fim. Até então a gente ia até a troca de filtros. Eu quis a manutenção completa: vazamento, reparo de peça, o serviço inteiro.
Na primeira semana o serviço mostrou o que era. Para chegar no vazamento o carro é desmontado, e quando o orçamento fica pronto já passou do que o cliente aceita pagar. Recuei na mesma semana.
Chamei aquilo de foco. Foco é o nome elegante que a gente dá para voltar ao que já estava dando dinheiro.
A linha concentrada seguiu concentrada. Nem o ar-condicionado nem a funilaria voltaram à mesa. A expansão que veio depois foi uma unidade nova voltada a caminhões, mais perto ainda do que já dava dinheiro.
A diversificação da sua empresa vai morrer na primeira semana em que custar caixa. E você vai chamar isso de foco.
Publicado também no LinkedIn, onde a conversa continua nos comentários.
Post anteriorMudar de direção tem fama de instabilidade. Por isso quase ninguém muda: muda o discurso e mantém a carteira