A reforma tributária já começou






A reforma tributária já começou.
Mas poucos líderes entenderam o tamanho da transformação que está por vir.
Nesta sexta-feira dia 13/03/2026, participei recentemente do Ponto de Encontro do IBGC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, um espaço extremamente rico de troca entre profissionais que vivem governança na prática.
Durante o encontro discutimos, com base na apresentação da EY, algo que vai muito além de mudança de alíquotas.
Estamos falando de uma mudança estrutural no modelo de tributação brasileiro.
O sistema atual com múltiplos tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS caminha para um modelo de IVA dual, baseado principalmente em CBS (federal) e IBS (estadual/municipal), com uma lógica de tributação mais simples e baseada no destino das operações.
Na teoria, isso promete:
• simplificação tributária
• redução do custo Brasil
• menos litígios fiscais
• maior transparência na formação de preços
Mas na prática, os desafios estratégicos são enormes.
Entre os pontos que mais geraram debate no encontro:
• Empresas terão que conviver com dois sistemas tributários simultaneamente até 2032.
• Cadeias logísticas e estruturas societárias podem precisar ser redesenhadas.
• Contratos de longo prazo podem precisar ser repactuados para evitar desequilíbrio econômico-financeiro.
• Modelos de precificação e margens terão que ser recalculados em vários setores.
Ou seja:
A reforma tributária não é apenas um tema fiscal.
É um tema estratégico.
Ela impacta decisões de:
• expansão
• supply chain
• precificação
• M&A
• governança
• planejamento de longo prazo
Agradeço ao IBGC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa pelo espaço de reflexão e, em especial, à Rafaella Reysla Vilela, pela excelente condução e dinâmica do encontro.
Esses ambientes de troca mostram algo importante:
Governança não é apenas estrutura.
É inteligência coletiva aplicada às grandes decisões.
Agora quero ouvir quem está na linha de frente das empresas:
Sua organização já começou a se preparar estrategicamente para a reforma tributária?
Publicado também no LinkedIn, onde a conversa continua nos comentários.
Post anteriorA verdadeira inovação não se resume a aplicar métodos pré-existentes como Toyota, ABC ou D